A LUZ É CONTAGIANTE


O que é REAL em vocês? É um Ser que é de tudo de bom e positivo, alegre e abundante, cheio de humor e amor divertido, com talentos criativos, paciente e bondoso, compassivo e misericordioso. Permitam que os seus Eu(s) REAIS venham, permitam que as suas Luzes maravilhosas brilhem, pois, isso é a razão do por que vocês estâo aqui.




quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Oração do Crer


Oração do Crer



Em Ti Senhor, eu deposito as minhas esperanças,
mas Te peço que isto não me torne um conformado,
por isso, arregaço as mangas e vou à luta,
segurando em mãos poderosas, invisíveis,
mas firmes o bastante para me sustentar.
Em Ti senhor, eu confio e me entrego,
mas Te peço que não me falte forças,
diante das dificuldades que eu sei que virão.
Mesmo agora, diante dos tropeços,
apenas Me sustente, Me ajude a levantar.
De pé e com a Tua mão, sou mais forte,
sou capaz de ver o mundo com outra cor.
Em Ti Senhor, eu deposito meu único e maior tesouro, a minha vida,
pois com o livre-arbítrio que o Senhor me deu
posso dá-la a quem quiser,
posso ir para a direita ou para a esquerda,
passar pela porta ou sentar mendigando.
E eu, por crer em Ti, resolvi seguir adiante,
lutar para dar mais um passo, longe da ilusão das coisas fáceis,
do brilho do “ouro dos tolos”, dos falsos ídolos,
e das palavras doces dos que querem apenas roubar,
eis-me aqui, pronto para Te adorar.
Em Ti, eu repouso, e trabalho,
e sigo amando, ainda que não me amem,
trabalhando, ainda que não reconheçam,
pois só de Ti espero justiça,
e sei em quem posso confiar.
Eis a Vida, o Caminho, a Verdade.
A Luz do mundo é o teu brilho.
Nesse amado Jesus, que é Teu filho,
me encontro, mesmo sem entendê-lo,
pois Ele é a perfeição,
e eu, apenas emoção,
eterno aprendiz do Universo.
Em ti eu creio, sigo e venço.
Para sempre, amém.
  Paulo Roberto Gaefke
www.meuanjo.com.br

terça-feira, 4 de outubro de 2011



Doe-se!


Ninguém perde tempo quando ajuda outro alguém!
Pode ser com uma palavra de conforto,
um abraço no silêncio da emoção mais forte.
Pode ser um sorriso que alegra,
ou chorar junto em momento de pura tristeza.
Ajudar quem a gente gosta é maravilhoso,
ajudar os desconhecidos é fantástico,
e ajudar quem a gente não gosta, é divino!

Por isso, antes de ficar parado olhando o tempo,
esperando a mega-sena que nunca chega,
vá fazendo o que é possível,
o que está no seu alcance.
Antes de querer salvar o mundo, salve a sua casa,
salve seu cachorro, salve seu gatinho…

Doe aquilo que não vai lhe fazer falta:
doe amor!
É simples, barato e quanto mais você doa,
mais recebe de volta!
Este é o verdadeiro significado da lição que o Mestre Jesus deixou:
- É dando que se recebe!

Doe-se!
Pode ser na gentileza no ônibus,
ao ceder o seu lugar para outra pessoa.
Na escola, ao fazer silêncio e colaborar com a aula.
No trabalho, ao cumprir seu horário com dedicação.

O doar-se é fazer algo a mais, é colocar o seu toque.
Que o seu toque seja generoso, bom de se lembrar,
que as pessoas quando pensarem em você,
lembrem-se de alguém “especial”.
Porque talvez você não saiba,
mas é uma pessoa especial.

Talvez, falte apenas uma oportunidade de demonstrar-se,
de exibir essas qualidades que andam escondidas.

Doe-se!
Ainda que seja no silencio da cadeira da doação de sangue,
no corredor escuro das celas da prisão,
no leito do hospital aos pés do desconhecido,
na oração fraterna que sai dos seus lábios,
e alcança Deus, que na sua infinita misericórdia,
derrama agora, sobre todos nós,
a sua paz!
Que esta paz o alcance agora…
Eu acredito em você!
www.meuanjo.com.br

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Ninguém é suficientemente perfeito, que não possa aprender com o outro e, ninguém é totalmente desttuído de valores que não possa ensinar algo ao seu irmão.
São Francisco de Assis
São Francisco nasceu em 1182 em Assis, Itália. Filho de um comerciante rico, ele teve tempo e dinheiro para gastar com leituras e hospedar banquetes para os jovem nobres, que o proclamaram "O Rei de Banquetes". Jovem e bonito, ansiou por uma vida de aventuras como cavaleiro. Assim, aos 20 anos entrou na guerra entre Assis e Perugia. Ao partir, jurou voltar consagrado cavaleiro. Foi ferido e feito prisioneiro. Passou um ano em um calabouço, onde contraiu malária. Resgatado por seu pai, voltou a Assis mais reflexivo. Ainda assim, o desejo de lutar pela "justiça" através das armas não o abandonou. Quando soube das vitórias militares do Conde Walter de Brienne voltou a querer ser um cavaleiro. A caminho de juntar-se a Brienne, Francisco parou em Spoleto e ouviu as notícias da morte de seu futuro ex-líder. Tomado pela depressão, sua malária retornou.

Casa onde Francisco nasceu, Assis

Uma noite, uma voz misteriosa perguntou a ele: "Quem você pensa que pode melhor recompensar você, o Mestre ou o empregado?" Francisco Respondeu, "O Mestre." A voz continuou, "Então por que você deixa o Mestre pelo empregado?" Francisco percebeu que o empregado era o Conde Walter. Ele deixou Spoleto seguro de que Deus havia falado com ele. Durante os próximos dois anos Francisco sentiu uma força interna que o estava preparando para uma mudança. A visão de leprosos causava uma convulsão na alma sensível de Francisco. Um dia, enquanto montava seu cavalo, ele encontrou um leproso. Seu primeiro impulso era o de lançar uma moeda e esporear seu cavalo pra sair dali o mais rápido possível. Ao invés disso, Francisco desmontou, abraçou e beijou o leproso, dando-lhe uma bolsa de moedas. Muito depois, em seu leito morte, ele recordou o encontro como o momento de coroamento de sua conversão: "O que antes parecia amargo pra mim se converteu em doçura de alma e corpo".


Passou a evitar a vida de banquetes e esportes ao lado de suas companhias habituais, que, em tom de brincadeira, perguntavam se ele estava pensando em casar. Ele respondeu "sim, com a mais formosa dama que vocês já viram". Mais tarde saberíamos que ele se referia à Madonna Povertà - a Senhora Pobreza - como costumava dizer. Ele passou muito tempo em locais solitários, pedindo a Deus por Iluminação.

Após uma peregrinação à Roma, onde clamava pelos pobres nas portas das Igrejas, São Francisco volta a Assis e ora ante a imagem do Cristo Crucificado nas ruínas da Igreja de São Damião. No que pareceu-lhe ouvir claramente: "Francisco, Francisco, vai e repara minha casa, que, como podes ver, está em ruínas" Pensando tratar-se do velho templo onde se achava, agiu de pronto, vendendo o cavalo e os tecidos de seu pai, que tinha em mãos. Seu pai, indignado com o novo gênero de vida adotado por Francisco, após ameaças e castigos, queixou-se ao bispo Dom Guido III e, diante dele, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto. A resposta foi uma renúncia total à vultosa herança: tirou, ali mesmo na Igreja, as próprias vestes, e exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai nosso que estás no céu..."

Ele se tornou um mendigo, e com o dinheiro dos viajantes ajudou a reconstruir mais três pequenas igrejas abandonadas: a de São Pedro, a de Porziuncola e a de Santa Maria dos Anjos, sua preferida (e lugar onde morreu).

Por essa época ouve um sermão que mudou sua vida. Era sobre Mateus 10:9, no qual Cristo fala aos seus seguidores que eles deveriam ir adiante e proclamar que o Reino de Céu estava neles, que não deveriam levar nenhum dinheiro com eles, nem mesmo uma bengala ou sapatos para a estrada. Assim, Francisco foi inspirado por esse sermão a se dedicar completamente a uma vida de pobreza. Suas humildes túnicas amarradas por um simples cordão levam até hoje três nós, são seus votos de: Pobreza, Obediência e Castidade. Começa a atrair outras pessoas com seus sermões, e em 1209 já são 11 companheiros de jornada. Frascisco recusa o título de padre, e a comunidade se dá o nome de Fratres minores (irmãos menores, em Latim). Eles vivem uma vida simples e alegre perto de Assis, sempre com muitas canções, embora fossem bastante sérios em suas pregações. Viviam em cabanas de taipa; suas igrejas eram modestas e pequenas; dormiam no chão. Não tinham cadeiras ou mesas, e possuíam poucos livros.


AS ORDENS

Em 1209 Francisco foi com seus 11 novos irmãos à Roma, buscar a permissão do Papa Inocêncio III para fundar uma ordem religiosa. O biógrafo Frei Boa Ventura conta que o Papa não quis aprovar logo a regra de vida proposta por Francisco, porque parecia estranha e por demais penosa às forças humanas no parecer de alguns cardeais. Mas o cardeal João de São Paulo, bispo de Sabina, intercedeu e disse a Francisco: "Meu filho, faze uma oração fervorosa a Cristo para que por teu intermédio nos mostre a sua vontade. Assim que a tivermos conhecido com maior clareza, poderemos aceder com mais segurança aos teus pedidos".

Francisco o fez, e com suas humildes súplicas obteve do Senhor que lhe revelasse o que deveria falar ao Pontífice e que este sentisse em seu íntimo os efeitos da inspiração divina. Contou então ao Pontífice a parábola de um rei muito rico que, feliz, desposara uma bela senhora pobre e dela tivera vários filhos com a mesma fisionomia do rei, pai deles, e que por isso forem educados em seu palácio. E acrescentou: "Não há nada a temer que morram de fome os filhos e herdeiros do Rei dos céus, os quais, nascidos por virtude do Espírito Santo, à imagem de Cristo Rei, de uma mãe pobre, serão gerados pelo espírito da pobreza numa religião sumamente pobre. Pois se o Rei dos céus promete a seus seguidores a posse de um reino eterno, quanto mais seguros podemos estar de que lhes dará também todas aquelas coisas que comumente não nega nem aos bons nem aos maus!" O Papa ficou maravilhado e já não duvidava de que Cristo havia falado pela boca daquele homem. Especialmente porque tivera, pouco tempo antes, um sonho onde a basílica do Latrão estava prestes a ruir e um homem pobre, pequeno e de aspecto desprezível, a segurava nos ombros para não cair. Ainda assim, o Papa aprova as regras só verbalmente (um ano depois a aprovaria no papel). Surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.

No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, chamada Clara de Favarone (hoje conhecida por Santa Clara ou Clara de Assis), foi procurar Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Aqueles que eram casados ou tinham suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas, mas queriam seguir os ideais de Francisco, não ficaram na mão: por volta de 1220, Francisco deu início à Ordem Terceira Secular para homens e mulheres, casados ou não, que continuavam em suas atividades na sociedade, vivendo o Evangelho.


NO ORIENTE

A parábola que Francisco contou ao Papa para convencê-lo a reconhecer a Ordem guarda uma fantástica semelhança com a história do Islã, pois Abraão (o patriarca do judaísmo) tinha duas esposas: Sarah e Hagar. Sarah deu a luz a Isaac, e Hagar a Ismael (futuro patriarca do povo árabe, não apenas dos islâmicos). Sarah, enciumada, pediu o banimento de Hagar e seu filho, e Abraão a mandou da Palestina para o deserto Árabe, crendo que Deus cuidaria deles. Quando acabaram as provisões (água especialmente), Hagar correu enlouquecida pelo deserto, até que Deus milagrosamente fez um poço (o Zam-Zam, que existe até hoje) e com ele se sustentaram. Uma cidade (Meca) se desenvolveu neste local, e hoje ela é O local sagrado para todo o povo árabe. A semelhança aqui é que os sufis podem ser considerados, por isso, os filhos pobres de Abraão.

A atmosfera e organização da Ordem franciscana é mais parecida com os Dervixes (Ordem sufi) que qualquer outra coisa. Além dos contos sobre Francisco serem muito parecidos com os dos professores sufis, todos os tipos de pontos coincidem. Como os sufis, os franciscanos não se preocupam com sua salvação pessoal (considerado uma vaidade). Francisco iniciava suas pregações com a frase "Que a paz de Deus esteja com você", que ele disse ter recebido de Deus, mas que era (obviamente) uma saudação árabe. Até a roupa, com seu capote coberto e mangas largas, é a mesma dos dervixes de Marrocos e da Espanha, por onde Francisco se aventurou em 1212, plena época das cruzadas, dedicando-se a tentar converter os Sarracenos pela não-violência. O próprio nome da Ordem, "Fraternidade dos Irmãos Menores", pressupõe haver os Irmãos maiores, e os únicos com esse nome na época eram os "Grandes Irmãos", uma Ordem sufi fundada por Najmuddin Kubra, "o Grande". As conexões impressionam. Uma das maiores características deste grande sufi era sua misteriosa influência sobre os animais; Desenhos o mostram cercado de pássaros; Ele amansou um cachorro feroz apenas olhando para ele (exatamente como Francisco fez com um lobo). Tudas essas histórias eram conhecidas no ocidente 60 anos antes de Fracisco nascer.

Por tudo isso, não é de se espantar que, em Damietta, no Egito, de alguma forma Francisco e seus companheiros tenham conseguido cruzar a linha de batalha onde os Cruzados lutavam com os Árabes e se encontrar pessoalmente com o sultão Malik el-Kamil. E ser bem recebido. Diz-se que Francisco desafiou os líderes religiosos muçulmanos a um teste de fé através do fogo, mas eles recusaram. Então Francisco propôs entrar no fogo primeiro e, se ele saísse de lá incólume, o sultão teria que reconhecer o Cristo como o verdadeiro Deus. O sultão não aceitou, mas ficou tão impressionado com a fé deste homem que permitiu aos franciscanos acesso livre aos locais sagrados para os cristãos, como a sagrada sepultura. Deu um salvo-conduto para que eles pudessem trafegar e até mesmo PREGAR em terras árabes, e ainda pediu para que ele o visitasse novamente.

Entretanto, Francisco de Assis não teve sucesso convertendo o sultão, e as últimas palavras de Malik para Francisco foram: "Reze para que Deus me revele qual Lei e fé é a mais agradável para Ele". Francisco recusou todos os ricos presentes oferecidos pelo sultão e voltou aos exércitos cristãos. No entanto, essa viagem parece ter causado uma transformação (conversão) maior em Francisco de Assis do que no sultão, como se ele tivesse encontrado no Oriente (e no sufismo) suas raízes. Tanto é que, ao retornar aos Cruzados, tentou dissuadi-los de atacar os Sarracenos. Ele gastou alguns meses peregrinando na Terra santa, até que ele foi chamado urgentemente por notícias de mudanças que tinham acontecido na Ordem que ele tinha fundado.


DE VOLTA PRA CASA

A Ordem Franciscana tinha crescido com o passar dos anos. Em 1219 houve uma grande expansão para a Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Durante sua ausência, vigários modificam algumas regras da Ordem e no mesmo ano Francisco se demite da direção da mesma. Com o crescimento - quase 5.000 frades em 1221 - uma nova regra foi escrita por São Francisco em 29 de novembro de 1223 que foi aprovada pelo Papa Honório. É a que vigora até hoje.

Por volta de 1220 Francisco celebra o Natal na cidade de Greccio (perto de Assis) com uma novidade: O presépio. Ele usou animais de verdade para recriar a cena do nascimento de Jesus, de forma que as pessoas podiam experimentar sua fé fazendo uso dos sentidos, especialmente a visão.

A Ordem tinha passado para as mãos de Pietro Cattini. Entretanto, um ano depois o irmão Cattini morreu e foi enterrado em Porziuncola. Quando numerosos milagres foram atribuídos ao falecido, várias pessoas começaram a peregrinar para Porziuncola, perturbando o dia-a-dia dos frades franciscanos. Francisco, então, rezou a Pietro, pedindo que ele parasse com os milagres, obedecendo em morte do mesmo jeito que ele obedecia em vida. Os milagres então cessaram.


COM OS ANIMAIS

A proximidade de Francisco com a natureza sempre foi a faceta mais conhecida deste santo. Seu amor universalista abrangia toda a Criação, e simbolizava pra muitos um retorno a um estado de inocência, como Adão e Eva no Jardim do Éden. Entretanto, esta não foi uma característica apenas de Francisco, havendo casos semelhantes de santos ingleses e irlandeses. Muitas histórias com animais cercam a vida de Francisco de Assis. Elas estão contadas no Fioretti (pequenas flores, em italiano), uma coleção póstuma de contos populares sobre este santo. Certa vez ele viajava com seus irmãos e eis que viram ao lado da estrada árvores lotadas de passarinhos. Francisco disse a seus companheiros: "aguarde por mim enquanto eu vou pregar aos meus irmãos pássaros". Os pássaros o cercaram, atraídos por sua voz, e nenhum deles voou. Francisco falou a eles:

"Meus irmãos pássaros, vocês devem muito a Deus, por isso devem sempre e em todo lugar dar seu louvor a Ele; porque Ele lhe deu liberdade para voar pelo céu e Ele o vestiu. Vocês nem semeiam nem colhem, e Deus os alimenta e lhes dá rios e fontes para sua sede, montanhas e vales para abrigo e árvores altas para seus ninhos. E embora vocês nem saibam como tecer, Deus os veste e a suas crianças, pois o Criador os ama grandemente e o abençoa abundantemente. Então, semprem busquem louvar a Deus."


Outra lenda do Fioretti nos fala que na cidade de Gubbio, onde Francisco viveu durante algum tempo, havia um lobo "terrível e feroz, que devorava homens e animais". Francisco teve compaixão pela população local e foi para as colinas achar o lobo. Logo, o medo do animal fez todos os seus companheiros fugirem, mas Francisco continuou e, quando achou o lobo, fez o sinal da cruz e ordenou ao animal para vir até ele e não ferir ninguém. Milagrosamente, o lobo fechou suas mandíbulas e se colocou aos pés de Francisco. "Irmão lobo, você prejudica a muitos nestas paragens e faz um grande mal" disse Francisco. "Todas estas pessoas o acusam e o amaldiçoam. Mas, irmão lobo, eu gostaria de fazer a paz entre você e essas pessoas". Então Francisco conduziu o lobo para a cidade e, cercado pelos cidadãos assustados, fez um pacto entre eles e o lobo. Porque o lobo tinha "feito o mal pela fome", a obrigação da população era alimentar o lobo regularmente e, em retorno, o lobo já não os atacaria ou aos rebanhos deles. Desta maneira Gubbio ficou livre da ameaça do predador.

Também se conta que, quando Francisco agradeceu ao seu burrinho por tê-lo carregado e ajudado durante a vida, o burrinho chorou.


ÚLTIMOS ANOS

Enquanto rezava no Monte La Verna, em 1224, durante um jejum na quaresma, Francisco teve a visão de um Seraph, um anjo de seis asas numa cruz. Este anjo deu a ele um "presente": as cinco chagas de Cristo (relativas às marcas feitas pelos pregos na cruz). Foi o primeiro caso de stigmata (estigma) registrado na história. Entretanto, Francisco manteve segredo e o caso só ficou conhecido dos próprios franciscanos dois anos depois, após sua morte, quando uma testemunha resolveu contar.

Logo após receber as chagas, Francisco ficou muito doente, e no ano seguinte ficou cego. Sofreu muito com as formas primitivas de cirurgias e tratamentos medievais, mas foi por esta época que ele escreveu seus mais belos textos - sendo considerado por muitos o primeiro poeta italiano - deixando registrado seu amor universal em lindos versos (assim como os sufis o fazem), como o O cântico do Sol (também conhecido como "Cântico das criaturas"), escrito em companhia de sua alma gêmea, Clara, em São Damião, por volta de 1224/1225, quando já sofria muitas dores e estava quase cego. A estrofe que fala da paz foi acrescentada um mês depois, a fim de reconciliar o bispo e o prefeito de Assis, que estavam em discórdia. Francisco defendia que o povo devia poder rezar a Deus em sua própria língua, por isso ele escreveu sempre no dialeto da Umbria, ao invés de Latim.

Agradeço a Sergio Scabia pela oportunidade de ler o Cântico numa tradução quase literal, sem o floreio encontrado nas versões em português:

O Cântico do Sol

Altíssimo, todo-poderoso bom Senhor
Seus são os louros, a gloria, a honra e todas as bênçãos
Somente a Ti são reservadas
e homem algum é digno de te mencionar
Louvado seja, meu Senhor, com todas suas criaturas
principalmente com o senhor irmão sol,
que é dia e ilumina por isso.
E ele é belo irradiando imenso esplendor;
de ti, traz o significado.
Louvado seja, meu Senhor, pelas irmãs lua e estrelas,
que no céu criaste claras, preciosas e belas
Louvado seja, meu Senhor, pelo irmão vento
e pelo ar e as nuvens e o céu azul e para qualquer tempo,
pelos quais às tuas criaturas fornece alimento.
Louvado seja, meu Senhor, pela irmã água,
a qual é muito útil e humilde e preciosa e pura.
Louvado seja, meu Senhor, pelo irmão fogo,
pelo qual iluminas as noites,
e ele é belo, brincalhão, robusto e forte.
Louvado seja, meu Senhor, pela irmã nossa mãe terra,
que nos sustenta e governa,
e produz diversos frutos, com flores coloridas e grama.
Louvado seja, meu Senhor, por aqueles que perdoam pelo seu amor,
e suportam infinitas tribulações.
Abençoados os que as suportarão em paz,
que por ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado seja, meu Senhor, pela irmã morte corporal,
à qual nenhum homem vivo pode escapar
Ai dos que morrerão em pecado mortal;
abençoados aqueles que se encontrarão nas tuas santíssimas vontades,
que a segunda morte não lhes fará mal
Louvem e abençoem o meu Senhor,
e agradeçam e sirvam-no com grande humildade


Uma oração que sempre me impressionou pela beleza e singeleza foi a Oração da Paz, atribuída a São Francisco de Assis e comumente denominada de "Oração de São Francisco". Na verdade trata-se de uma oração anônima, escrita em 1912, tendo aparecido inicialmente num boletim paroquial na Normandia (França), e em menos de dois anos foi impressa em Roma numa folha onde, no verso, estava impresso uma figura de São Francisco; por isto e pelo fato de que o texto reflete muito bem o franciscanismo, esta oração começou a ser divulgada como se fosse de autoria do santo.


Senhor,
Fazei de mim um instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz!
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais.
Consolar, que ser consolado.
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!


Francisco morreu ouvindo o Evangelho de João, onde se narra a Páscoa do Senhor. Isso foi em 03 de outubro de 1226, num sábado, aos 45 anos. Foi sepultado no dia seguinte, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis. Em 1230 seus ossos foram levados para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais.

São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e seu dia é comemorado em 04 de outubro.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

OS ANJOS NA BÍBLIA


Pergunta: "O que diz a Bíblia a respeito dos anjos?"

Anjos são seres espirituais, que têm inteligência, emoções e vontade. Isto é verdadeiro tanto para anjos bons quanto para anjos do mal. Os anjos possuem inteligência (Mateus 8:29; II Coríntios 11:3; I Pedro 1:12), demonstram suas emoções (Lucas 2:13, Tiago 2:19; Apocalipse 12:17) e demonstram que têm vontades (Lucas 8:28-31; II Timóteo 2:26; Judas 1:6). Os anjos são seres espirituais (Hebreus 1:14), sem um corpo físico real. O fato de não terem corpos não muda o fato de terem suas personalidades (o mesmo ocorre com Deus).
O conhecimento dos anjos é limitado por serem criaturas. Isto significa que eles não sabem tudo o que Deus sabe (Mateus 24:36). Entretanto, parece que têm um conhecimento maior do que os humanos. Isto pode ocorrer por três razões: (1) Os Anjos foram criados como uma ordem superior de criaturas no universo, em comparação aos seres humanos. Por este motivo, é de sua natureza possuir maior conhecimento. (2) Os anjos estudam a Bíblia e o mundo de forma mais completa que os humanos e assim obtêm conhecimento (Tiago 2:19; Apocalipse 12:12). (3) Os anjos adquirem conhecimento através da longa observação das atividades dos seres humanos. Diferentemente dos humanos, os anjos não têm que estudar o passado; eles o viveram. Assim, sabem como os outros agiram e reagiram em determinadas situações e podem então prever com grande exatidão como nós vamos agir em circunstâncias parecidas.
Apesar de terem vontade, os anjos são, como todas as criaturas, sujeitos à vontade de Deus. Os anjos bons são enviados por Deus para ajudar os crentes (Hebreus 1:14). A seguir, algumas atividades que a Bíblia atribui aos anjos:
A. Eles louvam a Deus (Salmos 148:1,2; Isaías 6:3).
B. Eles adoram a Deus (Hebreus 1:6; Apocalipse 5:8-13).
C. Eles se regozijam nos feitos de Deus (Jó 38:6-7).
D. Eles servem a Deus (Salmos 103:20; Apocalipse 22:9).
E. Eles se apresentam perante Deus (Jó 1:6; 2:1).
F. Eles são instrumentos dos julgamentos de Deus (Apocalipse 7:1; 8:2).
G. Eles trazem respostas às orações (Atos 12:5-10).
H. Eles ajudam a ganhar pessoas para Cristo (Atos 8:26; 10:3).
I. Eles observam a ordem cristã, obra e sofrimento (I Coríntios 4:9; 11:10; Efésios 3:10; I Pedro 1:12).
J. Eles dão encorajamento em tempos de perigo (Atos 27:23-24).
K. Eles cuidam dos justos no momento da morte (Lucas 16:22).
Os anjos são de uma ordem completamente diferente da dos humanos. Deus criou os anjos da mesma forma que criou a humanidade. Em nenhum lugar a Bíblia afirma que os anjos foram criados à imagem e semelhança de Deus, como foram os humanos (Gênesis 1:26). Os anjos são seres espirituais que podem, até certo ponto, assumir forma humana. Os humanos são basicamente seres físicos, mas com um aspecto espiritual. A maior coisa que podemos aprender dos anjos é sua obediência instantânea e sem questionamentos às ordens de DEUS O ANJO DE SOFIA

quando o amor floresce

Ismael de Almeida.
Quando o amor floresce no coração, quando se chora com quem chora, sorri com quem sorri, quando se derrama piedade no infeliz caído, se  oferece ajuda  para o filho da desdita, tu te assemelha a Deus!
Deus não tem forma definida, pois esta é uma característica da matéria.
Deus é luz no éter, refrigério na água, fecundidade no solo, é o calor no fogo, a doçura no fruto sazonado, os doces acordes na canção dos pássaros.
Deus se manifesta na ternura de uma mãe, na abnegação do benfeitor, no heroísmo do servidor da humanidade.
Deus fala aos que O amam nas profundezas do coração:
Bebe...Bebe... Peregrino errante da beleza e do Amor, que caminha pelo mundo derramando bálsamos de ternura, flores vivas de compaixão, sobre os filhos da necessidade. Bebe a água viva do amor de Deus!
E tu irmão o que buscas no mundo? 
BUSCAS O AMOR ETERNO?
Eleva teu olhar para a abóboda do infinito, o que vês?
Muito mais de setenta bilhões de sistemas planetários, e em cada sistema muitos globos abriga vidas, desde a mais rudimentar, as mais evoluídas, e todas vivem e respiram sustentadas pelo amor de Deus!
Bendito sejas tu trabalhador da luz, seguidor de Jesus, o Ungido do amor Eterno, porque quando partires deste vale de dor, o amor que doastes, todo bem que fizestes, terá tua recompensa no céu.
Louvado sejas tu, servidor da humanidade, que coopera com Jesus, na obra de salvação da humanidade!
Irmão querido, amada irmã, acende em teu coração a lâmpada viva do eterno amor de Jesus, e nunca estarás sem rumo na escuridão das provações humanas!
A Grandeza de Deus se estende por todo o cosmos, mas cabe no coração daquele que ama!
Ó eterno peregrino do amor eterno, convide o Cristo, para fazer morada em teu coração, e nunca faltará em tua existência, a ternura de uma rosa, o bálsamo de um consolo, uma mão amiga nos momentos difíceis!
Aumenta a potência vibratória em teu coração, e tudo de bom e belo no universo será atraído pelo teu amor                                                     

sábado, 1 de outubro de 2011

Nas minhas mãos





Tenho, nas minhas mãos, dois caminhos duas decisões.
Mesmo quando tudo parece desabar cabe a mim decidir,
entre rir ou chorar, entre ir ou ficar, entre desistir ou lutar.

Se o mar está revolto, posso ficar na praia ou sair para pescar e,
talvez, nunca mais voltar.
Tenho, nas minhas mãos, o bem e o mal
e entre eles poucos pensamentos
um diz para fazer sem culpa, o outro pensa,
reflete e pede para esperar.

Enquanto o mundo se perde em erros, posso me manter sereno,
sem medo porque tenho a chave da minha vida nas minhas mãos.

Então, hoje, sinto-me mais forte,
pois atravessei os desertos da alma.
Amei quem não me amou
e deixei de lado quem muito me amava.
Atravessei caminhos nem sempre floridos,
que deixaram marcas profundas em mim,
mas amei e fui amado.

Por isso, tenho nas minhas mãos bem mais que a vida.
Tenho a dúvida e a certeza, a esperança e o medo,
o desejo e a apatia, o trabalho e a preguiça
e me dou o direito de errar sem me cobrar
e acertar sem me gabar
porque descobri no caminho incerto da vida,
que o mais importante é o decidir.
E decidi de uma vez por todas ser simplesmente feliz.
E esse caminho não tem volta.


Paulo Roberto Gaefke

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Canção d’alma - Quando a luz segue o amor...

Jamais deixe sua música de lado.
Dedilhe as cordas de seu coração.
Como a criança que brinca.
Como a Terra gira...
Como as marés vão e vêm...
Como a Mão do Eterno tece os dias...

Se você perder sua canção, tudo ficará vazio.

Se você perder seu coração, sua luz diminuirá...
Sem amor, o horizonte escurece.
Sem razão, o homem chora.
Sem brilho, as estrelas se vão...

Recupere sua alma.

Faça a música acontecer.
A luz segue o amor...
Como a criança segue a vida.
Como o Eterno brinca no infinito...

Sem amor ninguém segue...

Ouça seu coração.
Com razão e brilho.
Como o pássaro que canta.
Como a planta recebe o orvalho.
Como a alma feliz recebe o Eterno.

Abra seu coração.

Sussurre algo bom à mente.
Não precisa de motivo, não.
Basta existir e sentir a vida.
Como se recebe um presente.
Como a criança ri.
Como a voz do eterno retumba nos astros.

Recupere sua alma.

Faça a canção acontecer.
Em qualquer idade, seja a criança que ri.
Como o golfinho brincando nas ondas.
Como o amor iluminando o viver.
Como a luz seguindo o amor...
Como o Eterno brincando no todo.

Por onde você for, caminhe com o coração.

Com razão e brilho.
Dedilhe as cordas do coração.
Faça a música acontecer.
Sem se perder.
Como a luz segue o amor...
Como a criança segue a vida.
Como o Eterno brinca no infinito...

(Essa canção é dedicada a todos aqueles que se atrevem a escutar o som da alma dentro do coração e que honram a música do Eterno em seus propósitos vitais.)


Paz e Luz.


Wagner Borges

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

APRENDI

♥Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém,  posso apenas dar boas razões para que gostem de mim  e ter paciência, para que a vida faça o resto.  ♥Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínimae eu jamais conseguirei convencê-las. ♥Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso,  preciso saber do que estou falando. ♥Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e  ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo  duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.  ♥Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar  na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.  ♥Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem  o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.  ♥Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente  que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.  ♥Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.  ♥Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer  a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma  tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.  ♥Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez  em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso
> me perdoar primeiro.
> ♥Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo,  o mundo não vai parar por causa disso. Eu aprendi...  Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que  eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.♥Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas  não discutem não significa que elas se amem.  ♥Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.  ♥Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre,  em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.  ♥Aprendi também que diplomas na parede não me fazem  mais respeitável ou mais sábio.  ♥Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar  no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.  ♥Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquermaneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.  ♥Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil,  não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.  ♥Charles Chaplin♥

SETEMBRO- 29 DIA DOS ARCANJOS


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Esses três Arcanjos, representam a alta hierarquia dos anjos-chefes,
o seleto grupo dos sete espíritos puros que atendem ao trono do Pai
e que são seus mensageiros dos "Decretos Divinos", aqui na Terra.
O mês de Setembro tornou-se o mais festivo para os cristãos,
pois a Igreja unificou a celebração dos três arcanjos
mais famosos da história do catolicismo e das religiões,
MIGUEL, GABRIEL e RAFAEL, para o dia 29 de Setembro - dia de Saint Michel – em relação com o Arcanjo Miguel.

MIGUEL é considerado o Príncipe guardião e guerreiro,
Defensor do trono celeste e do seu povo.
Fiel escudeiro do Pai Eterno,
chefe supremo do exército celeste
e dos anjos fiéis ao Divino.
Miguel é o arcanjo da justiça e do arrependimento,
padroeiro da Igreja Católica.
Costuma ser de grande ajuda
no combate contra as forças maléficas.
É citado três vezes na Sagrada Escritura.
O seu culto é um dos mais antigos da Igreja.
Miguel, Príncipe e Regente das Milícias Celestes, vela para que a Luz triunfe sistematicamente sobre a Sombra, de maneira habitual, mas também excepcional
.

GABRIEL,
É o Arcanjo anunciador por excelência
das revelações divinas e é, talvez, aquele que
esteve perto do Cristo na agonia entre as oliveiras.
Padroeiro da Diplomacia, dos trabalhadores dos correios
e dos operadores dos telefones.
Comumente está associado a uma trombeta,
indicando que é aquele que transmite a Voz Divina,
o portador das notícias.
Além, da missão mais importante
e jamais dada a uma criatura,
que o Senhor lhe confiou:
o anúncio da encarnação do Mestre da Luz.
Motivo que o fez ser venerado,
inclusive no islamismo.
Gabriel é o intercessor. É também o que comunica a vontade do Pai, em suas formas, em suas densidades, em suas consciências
                                                                                                
RAFAEL, teve a função
de acompanhar o jovem Tobias,
personagem central do livro 'Tobit',
RA
no Antigo Testamento, em sua viagem,
como seu segurança e guia.
Guardião da saúde e da cura física e espiritual,
é considerado também o chefe da ordem das virtudes.
É o padroeiro dos cegos, médicos, sacerdotes e,
também, dos viajantes, soldados e escoteiros.
Rafael é aquele que vem reparar as formas danificadas e as consciências danificadas a fim de colocá-los em harmonia e no sentido da Divindade
.
                                                                                                   

Esses três Arcanjos são poderosos intercessores
dos eleitos ao trono do Altíssimo.
Durante as atribulações do quotidiano
eles costumam aconselhar-nos e auxiliar, além é claro,
de levar as nossas orações ao Senhor,
trazendo as mensagens da divina providência.
Preste atenção, ouça e não deixe de rezar para eles
.


Na Festa dos Arcanjos MIGUEL, GABRIEL e RAFAEL,
duas dimensões poderiam ser bem relembradas
aos nossos dias esquecidos das coisas puras e verdadeiras,
dos atos simples, dos gestos sinceros.

A primeira dimensão é a obediência: os anjos são obedientes.
O verbo obedecer vem do latim oboedire,
que significa dar ouvidos a alguém, dar crédito, crer em alguém.
E os anjos obedecem Àquele em que crêem.
Não é servidão, mas é crédito total.


A segunda dimensão refere-se diretamente a nós: trata-se da proteção.
Os anjos são nossos protetores, defensores,
trazem-nos a mensagem viva do Pai.
No caso dos arcanjos, sua intervenção é ainda mais efetiva:
anunciam, lutam, salvam de perigos, curam.
Como diriam os jovens: são tudo de bom.



É a certeza da proteção dos anjos que faz o salmista exclamar:

A desgraça jamais te atingirá
e praga nenhuma chegará à tua tenda:
pois em teu favor Ele ordenou aos seus anjos
que te guardem em teus caminhos todos (Sl 91, 10-11)


Nesta 'Festa dos Arcanjos', então,
relembremos sua essência de mensageiros do Pai,
disponíveis e obedientes,
e peçamos sua proteção certa e segura
.